quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

A minha vida em GIFs - O Banho

Na hora do banho:

Rainha de Sabá -  Tenta não salpicar a casa de banho, ok?

Princesa de Sabá - Sim, Mãe.


😕

Vergonha própria

Depois de ler as vergonhas das nossas Rainha e Micas... Ganhei coragem para falar disto pela primeira vez na vida. Vamos lá então... Acho que não será tão vergonhoso como a Micas a estatelar-se contra uma porta em frente a um batalhão de gente... Até porque a minha vergonha só poderá ser confirmada por uma única pessoa.. que na altura ainda não existiam telemóveis nem redes sociais (ufa) 🙏
(o que me leva a questionar... Oh Micas... Já havia telemóveis? Uma pesquisa rápida pelo youtube dará frutos?😂😂😂😂)

Pronto, não gozo mais contigo.. Foi muito corajoso da tua parte contar a tua desgraça e eu aguardo ansiosamente pelas desgraças futuras 😍

Então vamos lá...

Malandrinha sempre foi uma pessoa muito inocente. Feliz na sua parvoíce natural. Daquelas tontinhas felizes, estão a ver?
Pois que os meus papás, pessoas ricas em amor mas não tão ricas em dinheirinho, convenceram a Malandrinha que o tanque de lavar a roupa era uma piscina! Malandrinha não cabia em si de felicidade... tinha uma piscina!! Malandrinha brinca todos os dias na sua piscina com toda a felicidade do mundo 💗
Claro que chegando à escolinha, Malandrinha vai logo convidar a sua melhor amiga para ir a sua casa brincar na piscina! A amiga fica super feliz! Tinha uma amiga com piscina!!! Ao fim das aulas, lá vai a amiga toda contente para casa de Malandrinha, com seu bikini e toalha. Malandrinha recebe calorosamente e de forma eufórica a sua amiga e correm as duas para a piscina... Nunca vou esquecer a cara de desilusão estampada na minha amiga. Um misto de desilusão e estupefacção em relação à tontice de Malandrinha. Nem sequer sabia bem o que dizer. Mas não era preciso dizer nada, o olhar dela dizia tudo. O meu tanque não era uma piscina!

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Amendoins e Rosas

Enquanto lavava as mãos com o sabonete novo. 

Rainha de Sabá- Hummm, cheira tão bem! 
Princesa de Sabá - Sim, Mãe!  Cheira a amendoins e rosas!!

😐

Eu tinha 15. Ele teria os seus...30?!



A nha prima Zabel resolveu casar. Já ninguém dava nada por ela, mas casou. E bem! O noivo, Primo Zé Tó, reputado médico, simpático, 2 filhos e uma quantidade tal de netos que parecia a Primark em Dezembro.
Já todos conheciam os filhos do primo Zé Tó. Todos. Menos eu.

Jamais esquecerei o momento em que, mesmo em frente à igreja, me foi apresentado o Artur, o mai’novo do primo Zé Tó. Arquitecto e extremamente bonito, Artur deu-me dois beijos e até disse que tinha muito gosto em me conhecer. ‘Deusse-me’ uma cólica.

Durante a boda, na fotografia de grupo e entre tabuleiros de canapés, procurei Artur por várias vezes mas ele não me via. ‘Coitado, é o casamento do Pai dele e deverá estar atarefado. Quiçá triste, quiçá feliz. Quiçá precisa de apoio.’

Sentada ao almoço com os meus primos, avisto Artur no enorme salão em direção à porta que dá para os WCs. ‘JÁ VOLTO!’, digo assertivamente à minha prima como quem diz: eu vou ao WC e não, não quero companhia!

As portas do salão eram de vidro e ao longe, no corredor, avisto Artur já de saída do WC, aceno e sorrio. Escusado será dizer que a porta de vidro continuava a ser de vidro. E que não vi a porta de vidro. E a minha cara doeu. E um salão inteiro de olhos postos em mim enquanto Artur me perguntava se eu estava bem.
Não o voltei a ver. Ele andava por lá mas eu nunca mais tive coragem de olhar para ele. Nem para as p**as das portas de vidro.


In As vergonhas de Micas Coxa

Informações relevantíssimas e um bocadinho daquela vergonha alheia!!

Lembro-me até hoje do meu primeiro momento de vergonha alheia e guardo-o comigo calorosamente, sempre que preciso de me sentir menos burra.

Estávamos a jantar em casa de uns amigos dos meus pais, tinha eu uns 13/14 anos e começava achar graça a participar nas conversas dos adultos, sentia-me mais madura e menos parva. 

O meu pai sempre apreciou vinho e sempre teve a mania que percebia muito do assunto, embora, cá para mim, apenas repetisse palavras juntas, que ouvia outros amigos dizer... adiante. Claro que, por causa disso, volta e meia, lá íamos parar ao assunto vinhos, castas, vindimas e etc. O meu pai e o amigo dele, que na altura já contava com uns bons trinta e tal anos, conversavam a um ritmo espetacular, a conversa fluía, todos felizes e contentes de barriguinha cheia.

De repente a minha mãe diz, despreocupada: "Ai, a mim faz-me muita confusão toda a gente ali a pisar as uvas.."

E como se uma nuvem negra em forma de dragão entrasse naquela sala, os olhos do amigo do meu pai embaciaram, a boca dele espasmou, gaguejou, olhou desesperado para todos enquanto alternadamente olhava assustadíssimo para o seu copo de vinho sobrante do jantar, que ali espreitava de muito perto. E balbuciou: "As uvas são pisadas?.... Com pés? De pessoas? E os fungos?... "



E eu fiquei ali a apanhar borboletas imaginárias, a fingir que não tinha percebido que aquela criatura já com idade para ter juizinho, tinha acabado de descobrir como se fazia o vinho.
Cerrei a boca e fui jogar bricmania, deixando a parte difícil para os adultos a sério.

Bem vindo ao mundo real, caro senhor.